quarta-feira, 23 de outubro de 2019

ARCANOS DE CABEÇA PARA BAIXO






Olá, pessoal. Gostaria de falar um pouquinho sobre quando os arcanos aparecem de cabeça para baixo em um jogo. Alguns tarólogos gostam de embaralhar as cartas de forma que algumas destas fiquem também em posição invertida. em relação às outras. O arcano de cabeça para baixo representa seu lado negativo.

Minha ex-professora de tarô não usava os arcanos invertidos, e eu concordo muito com ela neste ponto. Explico:

Todos os arcanos têm seu lado positivo e seu lado negativo, que deve ser também considerado durante uma leitura. Por exemplo: quando a carta do SOL aparece em uma leitura, ela pode significar coisas muito positivas: Êxito, brilho, atividade, alegrias, realizações. Mas o SOL também tem seu lado negativo, que é o orgulho excessivo, a fúria, a vaidade exacerbada. Se esta carta cai na casa dos obstáculos, que é uma casa que fala de aspectos negativos, devemos considerar mais o lado negativo da sua interpretação.




Então, tudo depende de contexto! É preciso examinar a pergunta do consulente, a posição na qual o arcano se encaixa e também os demais arcanos que o rodeiam. Assim, acho desnecessário jogar usando os arcanos invertidos. 

Se você prefere usar os arcanos invertidos também, basta que você estude os conteúdos das cartas invertidas, que significam o oposto de quando elas estão na posição normal! Não existe essa coisa de 'jogar certo' ou 'jogar errado!' Cada tarólogo deve usar de seu bom senso e intuição (e também estudar bastante os arcanos e os diferentes tipos de jogos que deseja utilizar) e escolher a maneira como melhor interage com o seu deck.



Eu penso que , com o tempo, a gente vai se ajeitando e personalizando nossos jogos: encontramos os nossos tarôs preferidos, aprendemos a interagir com cada arcano de maneira bem pessoal, de modo que eles 'conversem' conosco ( e esta maneira pode variar de tarólogo para tarólogo), e também começamos a personalizar as tiragens. Muitas vezes, acabamos inventando as nossas! Eu penso que quando chegamos a este ponto, é porque realmente paramos de nos preocupar tanto com o formato das tiragens e a posição e significado de cada uma das casas em um jogo e aprendemos a realmente 'ouvir' o tarô e a agir com ele intuitivamente.

Siga a sua intuição! Quando ficamos rígidos demais, tensos demais e preocupados demais sobre se estamos fazendo 'certo' ou 'errado', perdemos as principais mensagens que o tarô pode nos trazer. 



terça-feira, 1 de outubro de 2019

ARCANOS MENORES - CARACTERÍSTICAS DOS NAIPES DE COPAS, OUROS, ESPADAS e PAUS





Hoje eu gostaria de abordar os quatro naipes dos arcanos menores: Copas, Ouros, Espadas e Paus.



As cartas de COPAS falam das nossas emoções, e pertencem ao elemento ÁGUA. Assim, quando saem em uma leitura, elas nos falam sobre nosso lado afetivo, relacionamentos, emoções, amor, ódio, dor. Mas ao contrário do que alguns possam pensar, as cartas de copas não falam apenas das relações amorosas, mas também das familiares e das amizades.



Os naipes de OUROS têm a ver com as nossas finanças e negócios. Assim, estão ligados ao elemento TERRA e quando saem em uma leitura, nos falam da nossa vida material. Ouros nos fala de nossas posses, também da nossa saúde física, trabalho, imóveis, dinheiro.



Já as cartas pertencentes ao naipe de ESPADAS têm tudo a ver com acontecimentos rápidos, e seu elemento é o AR. Ao serem sorteadas em uma tiragem, nos falam sobre o nosso raciocínio, coisas intencionais e conscientes, pois o ar produz vento, que carrega idéias e palavras. 



As cartas de PAUS, que têm como elemento o FOGO, são aquelas que nos trazem mensagens a respeito da nossa parte espiritual. Têm muito  a ver com as nossas intuições e ligações inconscientes com seres não encarnados, segundo Aleister Crowley. Quando aparecem em um jogo, elas nos falam sobre nosso lado mais profundo e anímico, as coisas mais íntimas do nosso ser, e nos convidam a examinar nosso interior com muito cuidado.


Nas próximas postagens, estarei abordando novamente os arcanos menores, concentrando-me nas cartas de COPAS.



segunda-feira, 16 de setembro de 2019

ARCANOS MENORES - FIGURAS DA CÔRTE




Os arcanos menores são compostos de dezesseis figuras, sendo quatro delas para cada naipe (copas, espadas, ouros e paus). Aqui, vamos começar falando sobre as figuras da côrte, que podem ser olhadas como atores em um palco, segundo barbara Moore, autora de The Gilded tarot Companion. 

Não é assim tão fácil entender os arcanos menores. Por exemplo: as figuras da corte do tarôt tradicional, como o de Marselha, são: reis, rainhas, cavaleiros e valetes ou pajens, como são chamados no tarôt de Waite, que também pode ser considerado um deck tradicional. Já em outros tarôts, como o Illuminati, as figuras da côrte são reis, rainhas, princesas, príncipes. Entretanto, no tarôt de Toth, as figuras da côrte são representadas como cavaleiros, Rainhas, Príncipes e Princesas. 



Melhor ler sobre cada deck antes de utilizá-lo - geralmente, eles vêm com livretos explicativos. Mesmo assim, gostaria de comentar aqui o que venho aprendendo através dos meus próprios estudos. 

Os arcanos menores, dos quais são parte as figuras da côrte, são bem difíceis de serem interpretados em tarôs tradicionais como o de Marselha, pois não existem cenas ou figuras humanas que nos ajudem nos desenhos. É bem mais fácil, especialmente para principiantes, escolher os tarôs mais modernos, como os de Waite ou o Illuminati, que trazem figuras bem mais representativas em cenários elucidativos à observação. 

Vamos associar as figuras da côrte aos quatro elementos, para começarmos a entendê-las melhor, e falar um pouco sobre suas características principais. Elas representam pessoas que terão algum papel nos acontecimentos vindouros:


1- Valetes, Princesas ou pajens- Elemento terra, portanto ligados à sensações materiais, aquilo que nos cerca e que percebemos através dos órgãos dos sentidos. Tais figuras têm uma interpretação bem ao pé da letra, ou seja, falam dos nossos desejos materiais, impulsos, vontades. Representam pessoas que têm relações com o problema do consulente, ou seja, amigos ou membros da família. 


2- Reis - Elemento Ar, que fala dos campos das ideias, da criatividade, as funções psíquicas. O poder. Pode representar, na leitura, uma figura importante que exerça poder e influência  sobre o consulente, como por exemplo, alguém mais velho (pai, avô, marido, patrão, sacerdote, etc). Ele é um bom conselheiro.

3- Rainhas - Elemento água, relacionado às emoções. Elas são sentimentais, e por isso, têm uma interpretação muito pessoal sobre as coisas, ao invés de focarem no lado prático destas. Gostam de enxergar a vida usando suas intuições, que seguem à risca, ao invés de se basearem apenas na razão e na praticidade das coisas. Podem representar uma mulher forte e intuitiva. 

4- Cavaleiros ou Príncipes - Elemento fogo. Este é o elemento que age, representando amantes, namorados, inimigos, ou seja, o motivo principal da pergunta, segundo o tarô de Marselha. Também são extremamente intuitivos, mas enquanto as rainhas usam a intuição na busca de coisas práticas, o cavaleiro a usa sem um propósito definido. Os cavaleiros buscam uma satisfação que não encontrarão neste mundo, mas mesmo assim, não sabem viver sem esta busca.

Nas próximas postagens, estudaremos as características destas figuras em cada naipe.

Até lá!










terça-feira, 10 de setembro de 2019

O Tarô Perdido de Nostradamus (The Lost Tarot of Nostradamus)






Gostaria de falar sobre este deck, pois foi um verdadeiro achado! Comprei-o no site da Amazon. Demorou mais de um mês para chegar, pois ele é importado. Confesso que o que mais me atraiu foi o preço, além da curiosidade; quando o adquiri, custava menos de quarenta reais!

Pensei que seria um deck razoável, e que a qualidade do mesmo não seria lá tão boa. Porém, fiquei muito surpresa quando ele finalmente chegou, acondicionado em uma caixa lindíssima de papelão de excelente qualidade. mais satisfeita ainda fiquei quando descobri a beleza das cartas, e sua qualidade bastante honesta.




Em 1994, na Italian National Library, em Roma, foi encontrado um manuscrito que possivelmente pertenceu a Nostradamus. Tal manuscrito continha cerca de oitenta pinturas que retratavam figuras do tarô. Após uma longa e cuidadosa pesquisa, os autores do livro citado, John Matthews e Wil Kinghan, decidiram terminar os desenhos, seguindo a linha dos desenhos encontrados, e transformá-lo em um deck de tarô e em um livro explicativo de 160 páginas. O livro traz alguns detalhes sobre a vida de Nostradamus e explica sua maneira de fazer previsões. 



Ainda estou conhecendo as cartas e bem no início da leitura do livro, e posso dizer que estou adorando tudo! Não somente pela beleza do deck, mas pelo banho cultural que o livro significa. 

Atualmente, ele se encontra ainda disponível na Amazon, por pouco mais de quarenta reais (aumentaram um pouquinho o preço), mas mesmo assim, continua valendo a pena adquirir! Uma obra essencial para tarólogos e também para colecionadores. Apenas uma ressalva: para quem é iniciante como eu, é necessário um bom estudo prévio antes de começar a utilizar as cartas em leituras.



sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O Tarô e Os Quatro Elementos





Representações dos quatro elementos, respectivamente: água, terra, fogo e ar


A natureza não é uma coisa, ela é um ser vivente cheio de seres viventes. A natureza é perfeita e ordenada. Antes de começar a falar sobre os arcanos menores, gostaria de falar um pouquinho sobre os quatro elementos da natureza – terra, fogo, água e ar – e de suas influências na vida da gente. Quando os elementos não estão equilibrados em nossas vidas, nós não poderemos estar equilibrados. Acho interessante tentarmos olhar as coisas de maneiras diferentes para que possamos melhor compreendê-las. 

Quando se trata de astrologia – o estudo dos doze signos do zodíaco – podemos relacionar cada um destes doze signos a um dos quatro elementos, o que será útil para entender melhor os arcanos do tarô durante as leituras – principalmente quando se faz uma mandala astrológica. Não estudei astrologia e não pretendo estender-me profundamente sobre o assunto, pois não quero falar do que não domino, mas quero deixar esta pequena explicação a respeito dos quatro elementos.

A teoria dos quatro elementos é muito antiga, e vêm, da Grécia, passando também pela Índia e  China, onde eles são aplicados no Feng Shui – uma prática antiga de harmonização de ambientes. Na verdade, o Feng Shui não considera apenas os elementos terra, fogo, água e ar, incluindo também madeira e metal. Mas aqui vou concentrar-me apenas nos quatro elementos já citados.

Prefiro jogos cuja representação dos arcanos menores seja feita através de figuras envolvendo pessoas e cenas do cotidiano. São muito mais fáceis de compreender. 


Segundo a astrologia, são signos do fogo: áries, leão e sagitário. As pessoas de fogo são geralmente otimistas, expansivas, fortes e dominadoras. Ficam muito bem em posições de liderança, pois gostam de mandar e sabem fazê-lo.

Já as pessoas dos signos relacionados ao ar – Libra, aquário (que não é de água, por incrível que pareça) e gêmeos – são tranquilas, imaginativas, comunicativas, intelectualizadas e adoram navegar pelo mundo das ideias. 

Quem é de Terra – touro, virgem e capricórnio – são pessoas materialistas, práticas, sólidas, objetivas. Têm muita capacidade de realização e não gostam de perder tempo com teorias, pois querem realizar. 

Já as pessoas de água – representadas nos signos de câncer, escorpião e peixes, são sentimentais, emotivas, recolhidas. As choronas do zodíaco. Ao mesmo tempo, em escorpião, são muito apaixonadas e tem o sexo como muito importante em suas vidas. 

Na verdade, todos temos os quatro elementos atuando em nossa natureza, mas segundo a astrologia, um deles sempre prevalece. Eu me conheço, e sei que sou quase totalmente AR, o que coaduna direitinho com as explicações acima, pois sou de libra. 


Ouros, no tarô de Marselha. Difícil ler estes arcanos menores!


Agora vejamos esses elementos nos naipes dos arcanos menores do tarô: 





Paus – elemento fogo. As cartas de paus mostram acontecimentos rápidos. O princípio espiritual. Tem a ver com processos intuitivos e também devem ser encaradas de forma cuidadosa, pois quando as cartas de paus entram no jogo (segundo o tarô de Toth) “referem-se a algo no plano mais profundamente intrincado na fímbria do seu ser.”




Espadas – Elemento ar – as ideias, o intelecto, a criatividade. Espadas representa os impulsos que têm a ver com o raciocínio consciente. As cartas de espadas (imagine uma espada cortando o ar) arejam o ambiente e nos convidam a colocar a cabeça para pensar a fim de encontrarmos as soluções adequadas. 





Ouros – Elemento terra. Tais arcanos nos falam do mundo material, dinheiro, bens, riquezas. As leituras nas quais aparecem estas cartas nos alertam sobre as finanças, os negócios, os lucros (ou perdas), compra e venda, imóveis, emprego, e também a saúde física. 



Copas – Elemento água. O naipe de copas nos mostra como lidar com as nossas emoções, o campo afetivo, paixão, relacionamentos, amor. Tem tudo a ver com namoro, casamento, amizades, família. As pessoas com quem nos relacionamos. 

Nas próximas postagens sobre os arcanos menores, vamos falar sobre as figuras da corte – rainhas, reis, cavaleiros, príncipes, princesas e valetes. 

Fontes: Wikipedia 
O Tarô de Toth - por Alister Crowley
O Tarô Illuminati - Kim Huggens e Erik C. Dunne






segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Tarôs e Oráculos






Decidi fazer esta postagem porque há muita confusão entre tarôs e oráculos. É necessário esclarecer que:

-Um tarô tem, necessariamente, 78 cartas - 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores. Ele pode ser usado como um jogo divinatório, mas é preciso cautela, pois este não é o melhor uso para o tarô. Ele é melhor utilizado quando o jogo é feito para ajudar-nos a refletir sobre as energias que nos cercam no momento, e qual é, segundo elas, o melhor caminho a seguir. O tarô não foi feito para "adivinhar" coisas sobre o futuro, mesmo porque o futuro não é algo fixo, imutável, que já está escrito desde que nascemos, e sim um tempo que se situa na volatilidade e depende daquilo que fazemos hoje. Portanto, se você quer  mudar o seu futuro, mude as suas atitudes HOJE. O tarô pode nos dar um 'insight' a respeito do que pode acontecer caso continuemos agindo da mesma maneira, mas ele não determina caminhos - podemos mudar nossas ações a qualquer momento e redefinir o nosso futuro.




- Um oráculo pode ser qualquer tipo de jogo - runas, por exemplo. Existem no mercado vários oráculos, como o Lenormand, que é composto de 39 cartas, ou qualquer outro baralho que tenha menos de 78 cartas e não seja composto de arcanos maiores e menores, não é um tarô. Bem, os oráculos visam a adivinhação do futuro. Eu, pessoalmente, acho que para isso, quem lida com eles deve, necessariamente, ter algum grau de mediunidade. Mesmo assim, eles são perigosos, pois adivinhar o futuro - sendo que este é volátil e ainda não foi escrito - pode conduzir o oraculista a erros terríveis, e o consulente, a ser manipulado por oraculistas inescrupulosos. 





Se você procurar por aí, achará vários tarôs e vários oráculos. Escolha aquele que você preferir. É preciso tocar as cartas, olhar para elas e ver como você se sente ao utilizá-las. Não é você que escolhe um tarô ou oráculo, é ele que escolhe você.







quarta-feira, 7 de agosto de 2019

O MUNDO - Arcano XXI









O MUNDO – Arcano XXI – 

No tarôt de Toth este arcano é chamado de O Universo. Para alguns, que consideram O Louco como sendo o último Arcano do jogo, ou seja, o vigésimo segundo arcano, O mundo é a penúltima carta, de número XXI. Para quem entende O Louco como sendo o Arcano zero,  que antecede O Mago, que é a primeira carta de número um, ela é o arcano XXII. 

Este é um arcano muito bonito – na minha opinião, um dos mais bonitos do tarô – pois traz uma ideia de equilíbrio e plenitude. Podemos, ao observá-lo nos tarôs mais tradicionais, ver os quatro elementos (água, terra, fogo e ar) em perfeito equilíbrio, em volta da figura de uma mulher que tem as pernas cruzadas formando uma lemniscata – o símbolo da plenitude. Esta é uma carta de sorte. Quem a tem em uma retirada, terá triunfo nos atos, pensamentos e palavras. 



Ela traz uma resposta positiva às nossas mais profundas questões e medos. Até mesmo para aqueles que gostam de jogar tarô levando em consideração a leitura das cartas com as figuras invertidas como sendo negativas (o que não é o meu caso). Esta carta sempre é positiva. Ela parece concluir uma história. 

Ela vem nos dizer que uma fase da vida foi cumprida com sucesso, e você pode sentir-se em plena harmonia com o universo e os ritmos da natureza. Porém, descansar sobre os louros eternamente não é uma boa ideia, pois a vida é feita de movimentos e mudanças. Pode descansar um pouco, relaxar de toda a lida, mas sem relaxar demais, se é que você me entende. Toda posição conquistada precisa ser mantida. Lembre-se: a perfeição não é deste mundo, e jamais chegaremos perto dela. Portanto, O Mundo não garante que as coisas boas ficarão para sempre! Elas precisam ser cuidadas e melhoradas para que os resultados positivos continuem a chegar. 




Ouça o que o Tarô Mitológico, de Juliet Sharman-Burke e Liz Greene, tem a dizer sobre ela: “A carta do Mundo é a última dos Arcanos Maiores e o fim da jornada do Louco, mas também é um ovo que insinua ser a semente de uma nova jornada. Dessa forma, sempre que tivermos um sentimento de “chegada” e houver um momento de realização e de cura, um novo desafio surge, uma nova descoberta da velha jornada espiralada. E assim continuamos a crescer e a mudar, sempre nos movimentando para a frente e para Hermafrodito, a imagem da integralidade, mas somente conseguindo realizar pequenos avanços, e às vezes, de maneira sutil.”



Ao mesmo tempo que este arcano significa plenitude, crescimento e conclusão, ele também é o sinal de um reinício, da necessidade de não nos deitarmos eternamente em berço esplêndido.

Chegamos ao final da nossa jornada com os Arcanos Maiores. Pesquisar e re-estudar sobre eles para fazer estas postagens me ajudou muito a memorizar e entender seus significados. Ajudaram-me também as pessoas que me contataram pedindo leituras, pois aprendi muito sobre o tarô devido a elas. Obrigada! Estou honrada por ter sido escolhida – sim, sinto-me escolhida – pelo tarôt para que eu pudesse, juntamente com tantos outros tarólogos e oraculistas, dar seguimento a esta tradição tão antiga de autoconhecimento. Não acredito em coincidências: nada é em vão ou nos chega sem um motivo!


Há muitos e muitos anos, eu fui chamada e não quis seguir por este caminho. Hoje, aos 53 anos, eu senti que o apelo deste chamado era forte demais para ser ignorado, e ainda bem que eu segui por este caminho! Lidar com o tarô tem me ajudado a entender a mim mesma; também tem ajudado pessoas que, através das minhas leituras, precisam de um ‘insight’ sobre seus próprios problemas e questionamentos. 

Fico feliz por não ter me sentido desestimulada a prosseguir meu aprendizado quando recebi críticas ácidas e cruéis, de forma tão antiprofissional,  de quem deveria ter me incentivado e motivado a prosseguir. Mas sempre ficam as lições aprendidas, e com esta pessoa, eu aprendi a ser sempre fiel aos meus princípios e a não deixar que nada nem ninguém me desvie do meu caminho através de tentativas de humilhação e depreciação pública. 




Em breve, começarei a falar sobre os Arcanos Menores - que estou estudando e aprendendo por conta própria.





O QUE VOCÊ DESEJA PARA OS OUTROS?

 Interações humanas estão ficando cada vez mais difíceis. Quando decido que preciso me socializar mais, sempre acabo me arrependendo.  Na se...