segunda-feira, 21 de setembro de 2026

O QUE VOCÊ DESEJA PARA OS OUTROS?


 Interações humanas estão ficando cada vez mais difíceis. Quando decido que preciso me socializar mais, sempre acabo me arrependendo. 

Na semana passada, mais precisamente na segunda-feira, acordei me sentindo cansada e estranha. Bocejei o dia todo, os olhos lacrimejando, mau-humor e estômago enjoado. Tivera insônia também a noite toda. Senti logo que havia alguma energia ruim me rondando, e quando essas coisas acontecem, eu geralmente rezo - a mim, aos meus animais, meu marido e minha casa. Fiz isso, e algumas horas depois, me senti bem melhor (a oração não tem efeito imediato, acho que a gente tem que esperar ela chegar ao destinatário). 

E no final de semana, alguém expressou em voz alta um desejo que tinha ao meu respeito que, se cumprido, favoreceria apenas a ela mesma. Ela o fez em voz alta, de repente, feito um decreto que eu tratei imediatamente de cancelar. Nem sequer estávamos falando sobre aquele assunto quando ela afirmou: "Eu quero que daqui a alguns anos vocês vendam a casa de vocês e comprem um apartamento no centro da cidade para podermos todos ser vizinhos e ficarmos perto uns dos outros." Assim, do nada!

Imediatamente respondi: "Você quer? Eu não quero!" Ela fez um último comentário zangado (notei o rosto vermelho): "Eu não quero nem saber de casa, só dá trabalho! Deus me livre!" 

Achei aquilo um absurdo total. Como alguém se acha no direito de decretar alguma coisa sobre a minha vida?

As pessoas são difíceis, dominadoras e muitas vezes rezam para que os outros façam aquilo que elas querem, e ainda justificam: "É para o seu bem." Mas na maioria das vezes, é para satisfazerem algum incômodo que elas próprias sentem a respeito delas mesmas. Eu aqui cansada de gente assim...

Haja oração, sal grosso e distância!





sexta-feira, 17 de julho de 2026

MANTER DISTÂNCIA







Sempre na minha vida tentei ser amigável e cordata com pessoas que sequer me olhavam com bons olhos. Por que? Por causa de outras pessoas que me olhavam com bons olhos e me pediam que eu fosse um pouco mais tolerante, a fim de não causar rompimentos ou desconfortos em certos lugares. Mas mesmo fazendo o possível para não atrapalhar e até mesmo para ajudar, jamais consegui que essas pessoas difíceis tivessem sequer respeito por mim. 

Foram anos e anos de abusos verbais, fofocas, agressões passivas, piadinhas, exclusões, ironias e até mesmo trabalhinhos feitos no éter a fim de me prejudicar (fiquei sabendo de alguns, não apenas através da minha intuição, mas através de uma pessoa que consultei há alguns anos - uma bruxa de verdade. Ela colocou todas as cartas na mesa para mim, disse que ia me ajudar a desmanchar aquelas coisas (e realmente ajudou) e nunca me cobrou um centavo. Também me explicou que eram coisas antigas feitas por pessoa que não gostava de mim e que não aprovava o fato de eu e meu marido estarmos juntos.

Mas porque a gente foi trouxa a vida toda, não significa que teremos que continuar sendo, certo?

Cortei. Simplesmente não perdoo mais. Não finjo mais que não entendi, que está tudo bem, que compreendo que se ela faz isso é porque tem "problemas pessoais" (eu também tenho e não faço isso com os outros). Não vou mais me dobrar para não estragar a festa alheia, porque até agora, enquanto eu estava sendo desrespeitada, nenhuma daquelas pessoas me defendeu ou tentou colocar razão na cabeça dela. Só ignoraram tudo, fizeram cara de paisagem e até mesmo a ajudaram em algumas ocasiões. 

Mas a última vez foi realmente assustadora, pois a agressão ocorreu sem que eu tivesse dito ou feito qualquer coisa, a não ser dar um "bom dia." E aconteceu no meu território, de repente, em frente à minha própria casa. Na hora, fiquei tão estarrecida (e mais uma vez, não quis estragar a festa alheia) que nem soube o que responder, então mais uma vez eu não disse nada. E durante a festa ou depois dela, ninguém me defendeu, ninguém chamou a atenção dela, e até disseram que não tinham visto nada. 

Cheguei em casa com um enorme desconforto dentro do mim, uma azia, uma sensação de que eu precisava dar um basta naquilo, e dei. A presença dela ainda me é empurrada pelas circunstâncias, mas o acesso dela a mim está definitivamente bloqueado. Ela ainda fingiu que me pedia desculpas, mas todo mundo sabe que na verdade ela só estava tentando reestabelecer o contato a fim de continuar os abusos, mas ninguém falou nada - só demonstraram raiva de mim ou decepção quando não aceitei as desculpas dela. E nem vou aceitar. Aturar, só quando for estritamente necessário, mas dar acesso, nunca mais. 

E quem quer que seja que pense que eu tenho que perdoar, que vá para os quintos dos infernos.

Senti um alívio enorme quando olhei na cara dela, retirando minhas mãos que ela tentou segurar, e dizendo na cara dela ao ouvir as "desculpas esfarrapadas" (é a idade, nem lembro direito) e disse: "Não se preocupe, estou acostumada a isso." E depois mudei de assunto, tirando dela o protagonismo e o papel de boazinha. Ela sabe que eu não perdoei, e eu sei que ela na verdade jamais pediu perdão sinceramente. 

Agora chega de máscaras. Eu mudei. Mesmo tendo sido uma idiota a vida toda, chegou a hora de me defender, de falar por mim mesma, de erguer a cabeça e não aceitar abusos. 

Ao perguntar ao tarô sobre a minha atitude, ele apenas confirmou que eu agi certo.

Pronto.




sexta-feira, 20 de março de 2026

ÀS VEZES, NEM PRECISO DE TARÔ...

 



Ao me pedirem uma leitura, às vezes as pessoas descrevem um pouco as suas dúvidas e fazem algumas perguntas. Bem, eu prefiro fazer leituras sem ter nenhum conhecimento sobre a vida do consulente, mas na maioria das vezes, eles são pessoas conhecidas.

Porém, muitas vezes, através de seus relatos, as respostas vêm à minha cabeça imediatamente devido ao contexto das histórias que me contam. Não é adivinhação nem mediunidade, é senso de lógica mesmo. Porque as coisas que podem não ser óbvias para quem as está experienciando podem ser bastante claras para quem olha de fora!

Mesmo assim, eu abro o jogo, e em 100% das leituras, aquilo que eu achava se confirma nelas. 

Acho que eu deveria ter estudado psicologia.





O QUE VOCÊ DESEJA PARA OS OUTROS?

 Interações humanas estão ficando cada vez mais difíceis. Quando decido que preciso me socializar mais, sempre acabo me arrependendo.  Na se...