Interações humanas estão ficando cada vez mais difíceis. Quando decido que preciso me socializar mais, sempre acabo me arrependendo.
Na semana passada, mais precisamente na segunda-feira, acordei me sentindo cansada e estranha. Bocejei o dia todo, os olhos lacrimejando, mau-humor e estômago enjoado. Tivera insônia também a noite toda. Senti logo que havia alguma energia ruim me rondando, e quando essas coisas acontecem, eu geralmente rezo - a mim, aos meus animais, meu marido e minha casa. Fiz isso, e algumas horas depois, me senti bem melhor (a oração não tem efeito imediato, acho que a gente tem que esperar ela chegar ao destinatário).
E no final de semana, alguém expressou em voz alta um desejo que tinha ao meu respeito que, se cumprido, favoreceria apenas a ela mesma. Ela o fez em voz alta, de repente, feito um decreto que eu tratei imediatamente de cancelar. Nem sequer estávamos falando sobre aquele assunto quando ela afirmou: "Eu quero que daqui a alguns anos vocês vendam a casa de vocês e comprem um apartamento no centro da cidade para podermos todos ser vizinhos e ficarmos perto uns dos outros." Assim, do nada!
Imediatamente respondi: "Você quer? Eu não quero!" Ela fez um último comentário zangado (notei o rosto vermelho): "Eu não quero nem saber de casa, só dá trabalho! Deus me livre!"
Achei aquilo um absurdo total. Como alguém se acha no direito de decretar alguma coisa sobre a minha vida?
As pessoas são difíceis, dominadoras e muitas vezes rezam para que os outros façam aquilo que elas querem, e ainda justificam: "É para o seu bem." Mas na maioria das vezes, é para satisfazerem algum incômodo que elas próprias sentem a respeito delas mesmas. Eu aqui cansada de gente assim...
Haja oração, sal grosso e distância!


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