terça-feira, 10 de setembro de 2019

O Tarô Perdido de Nostradamus (The Lost Tarot of Nostradamus)






Gostaria de falar sobre este deck, pois foi um verdadeiro achado! Comprei-o no site da Amazon. Demorou mais de um mês para chegar, pois ele é importado. Confesso que o que mais me atraiu foi o preço, além da curiosidade; quando o adquiri, custava menos de quarenta reais!

Pensei que seria um deck razoável, e que a qualidade do mesmo não seria lá tão boa. Porém, fiquei muito surpresa quando ele finalmente chegou, acondicionado em uma caixa lindíssima de papelão de excelente qualidade. mais satisfeita ainda fiquei quando descobri a beleza das cartas, e sua qualidade bastante honesta.




Em 1994, na Italian National Library, em Roma, foi encontrado um manuscrito que possivelmente pertenceu a Nostradamus. Tal manuscrito continha cerca de oitenta pinturas que retratavam figuras do tarô. Após uma longa e cuidadosa pesquisa, os autores do livro citado, John Matthews e Wil Kinghan, decidiram terminar os desenhos, seguindo a linha dos desenhos encontrados, e transformá-lo em um deck de tarô e em um livro explicativo de 160 páginas. O livro traz alguns detalhes sobre a vida de Nostradamus e explica sua maneira de fazer previsões. 



Ainda estou conhecendo as cartas e bem no início da leitura do livro, e posso dizer que estou adorando tudo! Não somente pela beleza do deck, mas pelo banho cultural que o livro significa. 

Atualmente, ele se encontra ainda disponível na Amazon, por pouco mais de quarenta reais (aumentaram um pouquinho o preço), mas mesmo assim, continua valendo a pena adquirir! Uma obra essencial para tarólogos e também para colecionadores. Apenas uma ressalva: para quem é iniciante como eu, é necessário um bom estudo prévio antes de começar a utilizar as cartas em leituras.



sexta-feira, 30 de agosto de 2019

O Tarô e Os Quatro Elementos





Representações dos quatro elementos, respectivamente: água, terra, fogo e ar


A natureza não é uma coisa, ela é um ser vivente cheio de seres viventes. A natureza é perfeita e ordenada. Antes de começar a falar sobre os arcanos menores, gostaria de falar um pouquinho sobre os quatro elementos da natureza – terra, fogo, água e ar – e de suas influências na vida da gente. Quando os elementos não estão equilibrados em nossas vidas, nós não poderemos estar equilibrados. Acho interessante tentarmos olhar as coisas de maneiras diferentes para que possamos melhor compreendê-las. 

Quando se trata de astrologia – o estudo dos doze signos do zodíaco – podemos relacionar cada um destes doze signos a um dos quatro elementos, o que será útil para entender melhor os arcanos do tarô durante as leituras – principalmente quando se faz uma mandala astrológica. Não estudei astrologia e não pretendo estender-me profundamente sobre o assunto, pois não quero falar do que não domino, mas quero deixar esta pequena explicação a respeito dos quatro elementos.

A teoria dos quatro elementos é muito antiga, e vêm, da Grécia, passando também pela Índia e  China, onde eles são aplicados no Feng Shui – uma prática antiga de harmonização de ambientes. Na verdade, o Feng Shui não considera apenas os elementos terra, fogo, água e ar, incluindo também madeira e metal. Mas aqui vou concentrar-me apenas nos quatro elementos já citados.

Prefiro jogos cuja representação dos arcanos menores seja feita através de figuras envolvendo pessoas e cenas do cotidiano. São muito mais fáceis de compreender. 


Segundo a astrologia, são signos do fogo: áries, leão e sagitário. As pessoas de fogo são geralmente otimistas, expansivas, fortes e dominadoras. Ficam muito bem em posições de liderança, pois gostam de mandar e sabem fazê-lo.

Já as pessoas dos signos relacionados ao ar – Libra, aquário (que não é de água, por incrível que pareça) e gêmeos – são tranquilas, imaginativas, comunicativas, intelectualizadas e adoram navegar pelo mundo das ideias. 

Quem é de Terra – touro, virgem e capricórnio – são pessoas materialistas, práticas, sólidas, objetivas. Têm muita capacidade de realização e não gostam de perder tempo com teorias, pois querem realizar. 

Já as pessoas de água – representadas nos signos de câncer, escorpião e peixes, são sentimentais, emotivas, recolhidas. As choronas do zodíaco. Ao mesmo tempo, em escorpião, são muito apaixonadas e tem o sexo como muito importante em suas vidas. 

Na verdade, todos temos os quatro elementos atuando em nossa natureza, mas segundo a astrologia, um deles sempre prevalece. Eu me conheço, e sei que sou quase totalmente AR, o que coaduna direitinho com as explicações acima, pois sou de libra. 


Ouros, no tarô de Marselha. Difícil ler estes arcanos menores!


Agora vejamos esses elementos nos naipes dos arcanos menores do tarô: 





Paus – elemento fogo. As cartas de paus mostram acontecimentos rápidos. O princípio espiritual. Tem a ver com processos intuitivos e também devem ser encaradas de forma cuidadosa, pois quando as cartas de paus entram no jogo (segundo o tarô de Toth) “referem-se a algo no plano mais profundamente intrincado na fímbria do seu ser.”




Espadas – Elemento ar – as ideias, o intelecto, a criatividade. Paus representa os impulsos que têm a ver com o raciocínio consciente. As cartas de espadas (imagine uma espada cortando o ar) arejam o ambiente e nos convidam a colocar a cabeça para pensar a fim de encontrarmos as soluções adequadas. 





Ouros – Elemento terra. Tais arcanos nos falam do mundo material, dinheiro, bens, riquezas. As leituras nas quais aparecem estas cartas nos alertam sobre as finanças, os negócios, os lucros (ou perdas), compra e venda, imóveis, emprego, e também a saúde física. 



Copas – Elemento água. O naipe de copas nos mostra como lidar com as nossas emoções, o campo afetivo, paixão, relacionamentos, amor. Tem tudo a ver com namoro, casamento, amizades, família. As pessoas com quem nos relacionamos. 

Nas próximas postagens sobre os arcanos menores, vamos falar sobre as figuras da corte – rainhas, reis, cavaleiros, príncipes, princesas e valetes. 

Fontes: Wikipedia 
O Tarô de Toth - por Alister Crowley
O Tarô Illuminati - Kim Huggens e Erik C. Dunne






segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Tarôs e Oráculos






Decidi fazer esta postagem porque há muita confusão entre tarôs e oráculos. É necessário esclarecer que:

-Um tarô tem, necessariamente, 78 cartas - 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores. Ele pode ser usado como um jogo divinatório, mas é preciso cautela, pois este não é o melhor uso para o tarô. Ele é melhor utilizado quando o jogo é feito para ajudar-nos a refletir sobre as energias que nos cercam no momento, e qual é, segundo elas, o melhor caminho a seguir. O tarô não foi feito para "adivinhar" coisas sobre o futuro, mesmo porque o futuro não é algo fixo, imutável, que já está escrito desde que nascemos, e sim um tempo que se situa na volatilidade e depende daquilo que fazemos hoje. Portanto, se você quer  mudar o seu futuro, mude as suas atitudes HOJE. O tarô pode nos dar um 'insight' a respeito do que pode acontecer caso continuemos agindo da mesma maneira, mas ele não determina caminhos - podemos mudar nossas ações a qualquer momento e redefinir o nosso futuro.




- Um oráculo pode ser qualquer tipo de jogo - runas, por exemplo. Existem no mercado vários oráculos, como o Lenormand, que é composto de 39 cartas, ou qualquer outro baralho que tenha menos de 78 cartas e não seja composto de arcanos maiores e menores, não é um tarô. Bem, os oráculos visam a adivinhação do futuro. Eu, pessoalmente, acho que para isso, quem lida com eles deve, necessariamente, ter algum grau de mediunidade. Mesmo assim, eles são perigosos, pois adivinhar o futuro - sendo que este é volátil e ainda não foi escrito - pode conduzir o oraculista a erros terríveis, e o consulente, a ser manipulado por oraculistas inescrupulosos. 





Se você procurar por aí, achará vários tarôs e vários oráculos. Escolha aquele que você preferir. É preciso tocar as cartas, olhar para elas e ver como você se sente ao utilizá-las. Não é você que escolhe um tarô ou oráculo, é ele que escolhe você.







quarta-feira, 7 de agosto de 2019

O MUNDO - Arcano XXI









O MUNDO – Arcano XXI – 

No tarôt de Toth este arcano é chamado de O Universo. Para alguns, que consideram O Louco como sendo o último Arcano do jogo, ou seja, o vigésimo segundo arcano, O mundo é a penúltima carta, de número XXI. Para quem entende O Louco como sendo o Arcano zero,  que antecede O Mago, que é a primeira carta de número um, ela é o arcano XXII. 

Este é um arcano muito bonito – na minha opinião, um dos mais bonitos do tarô – pois traz uma ideia de equilíbrio e plenitude. Podemos, ao observá-lo nos tarôs mais tradicionais, ver os quatro elementos (água, terra, fogo e ar) em perfeito equilíbrio, em volta da figura de uma mulher que tem as pernas cruzadas formando uma lemniscata – o símbolo da plenitude. Esta é uma carta de sorte. Quem a tem em uma retirada, terá triunfo nos atos, pensamentos e palavras. 



Ela traz uma resposta positiva às nossas mais profundas questões e medos. Até mesmo para aqueles que gostam de jogar tarô levando em consideração a leitura das cartas com as figuras invertidas como sendo negativas (o que não é o meu caso). Esta carta sempre é positiva. Ela parece concluir uma história. 

Ela vem nos dizer que uma fase da vida foi cumprida com sucesso, e você pode sentir-se em plena harmonia com o universo e os ritmos da natureza. Porém, descansar sobre os louros eternamente não é uma boa ideia, pois a vida é feita de movimentos e mudanças. Pode descansar um pouco, relaxar de toda a lida, mas sem relaxar demais, se é que você me entende. Toda posição conquistada precisa ser mantida. Lembre-se: a perfeição não é deste mundo, e jamais chegaremos perto dela. Portanto, O Mundo não garante que as coisas boas ficarão para sempre! Elas precisam ser cuidadas e melhoradas para que os resultados positivos continuem a chegar. 




Ouça o que o Tarô Mitológico, de Juliet Sharman-Burke e Liz Greene, tem a dizer sobre ela: “A carta do Mundo é a última dos Arcanos Maiores e o fim da jornada do Louco, mas também é um ovo que insinua ser a semente de uma nova jornada. Dessa forma, sempre que tivermos um sentimento de “chegada” e houver um momento de realização e de cura, um novo desafio surge, uma nova descoberta da velha jornada espiralada. E assim continuamos a crescer e a mudar, sempre nos movimentando para a frente e para Hermafrodito, a imagem da integralidade, mas somente conseguindo realizar pequenos avanços, e às vezes, de maneira sutil.”



Ao mesmo tempo que este arcano significa plenitude, crescimento e conclusão, ele também é o sinal de um reinício, da necessidade de não nos deitarmos eternamente em berço esplêndido.

Chegamos ao final da nossa jornada com os Arcanos Maiores. Pesquisar e re-estudar sobre eles para fazer estas postagens me ajudou muito a memorizar e entender seus significados. Ajudaram-me também as pessoas que me contataram pedindo leituras, pois aprendi muito sobre o tarô devido a elas. Obrigada! Estou honrada por ter sido escolhida – sim, sinto-me escolhida – pelo tarôt para que eu pudesse, juntamente com tantos outros tarólogos e oraculistas, dar seguimento a esta tradição tão antiga de autoconhecimento. Não acredito em coincidências: nada é em vão ou nos chega sem um motivo!


Há muitos e muitos anos, eu fui chamada e não quis seguir por este caminho. Hoje, aos 53 anos, eu senti que o apelo deste chamado era forte demais para ser ignorado, e ainda bem que eu segui por este caminho! Lidar com o tarô tem me ajudado a entender a mim mesma; também tem ajudado pessoas que, através das minhas leituras, precisam de um ‘insight’ sobre seus próprios problemas e questionamentos. 

Fico feliz por não ter me sentido desestimulada a prosseguir meu aprendizado quando recebi críticas ácidas e cruéis, de forma tão antiprofissional,  de quem deveria ter me incentivado e motivado a prosseguir. Mas sempre ficam as lições aprendidas, e com esta pessoa, eu aprendi a ser sempre fiel aos meus princípios e a não deixar que nada nem ninguém me desvie do meu caminho através de tentativas de humilhação e depreciação pública. 




Em breve, começarei a falar sobre os Arcanos Menores - que estou estudando e aprendendo por conta própria.





terça-feira, 9 de julho de 2019

O JULGAMENTO - ARCANO XX





Você tem medo de ser julgado? Se tem, já perguntou a si mesmo o porquê desse medo? Talvez você não esteja assim tão certo quanto aos verdadeiros motivos de suas ações... de qualquer forma, toda vez que somos julgados - ou que julgamos alguém, passamos por / causamos um despertar. Porque no fundo, no fundo, quando alguém afirma alguma coisa a nosso respeito, por mais que lutemos contra tal afirmação, nós nos perguntamos, no silêncio mais secreto do nosso coração ou no grito mais incisivo de nossa indignação: "Será?..." E se formos corajosos o suficiente para encararmos as acusações que nos fazem, com certeza aprenderemos muito sobre nós mesmos.





Mas isso não significa que devamos sentir culpa ou remorso! O que está feito, está feito; resta aprender e seguir em frente. Quanto ao que os outros pensarão a respeito... bem.. cada um tem seus próprios erros a serem corrigidos!




Podemos passar a vida toda negando tais erros, tentando fingir que eles não existem; mas existem, e um dia, seremos convidados a um DESPERTAR necessário! Este arcano nos fala sobre este momento de despertar, de nos determos e refletirmos sobre o que temos feito até aqui. Segundo Graciela Skilton, "...É o homem que acorda do sonho, para ir para o Divino, que o obriga a olhar sua própria alma e despí-la."  E ela ainda afirma: "Este arcano não pode ajudar o medíocre. Ao lado de A Morte, significa o fim de uma etapa escura." Mas só se você não for medíocre!




O momento do despertar, onde vemos um anjo tocando sua trombeta e as pessoas se erguendo dos mortos. E não seria uma glória, despertar dos mortos, sair da catacumba, desfazer-se das suas ataduras de múmia e seguir a voz do anjo? Eu acho que este deve ser um momento de glória, por mais difícil que seja passar por este julgamento - e ele é um auto-julgamento!


Negar-se à importância deste arcano e à sua mensagem, é permanecer nas catacumbas, cheirando a podridão do que não mais serve. 
Selecionei este trecho do livro  de Kim Huggens e Erik C. Dunne, sobre o Tarôt Illuminati:

"Desde o nascimento até a sua morte você está aprisionado em armadilhas terrenas, sobrecarregado pelo mundo. Você é o chumbo, um metal pouco apreciado, usado no dia a dia, tocado apenas de leve pela luz. Mas você pode, tendo vislumbrado a luz na escuridão de sua sepultura, rastejar em direção a ela e passar pelo processo alquímico que transforma o chumbo em ouro. Você nasceu da rocha, veio do pó da Terra, mas não precisa retornar ao pó no fim dos dias se lutar para alcançar a luz."


Quando esta carta surge, seja em qualquer tipo de pergunta - amor, trabalho, amizades - eu a interpreto desta forma: é hora de mudar. Hora de despertar para acontecimentos que querem chegar. Hora de encarar de frente os nossos medos e aprender com eles, enfrentá-los, caminhar em direção à luz! Abra os olhos e enxergue o que há para ser visto, sem subterfúgios, sem continuar tentando enganar a si mesmo.


Chegou a hora de receber recompensas pelos seus esforços passados. Seu recomeço dependerá de suas ações passadas. O futuro que o aguarda adiante depende de suas ações, daquilo que você tem feito até agora. Se cometeu erros, está na hora de enfrentá-los e corrigi-los, e se isso não for mais possível, aprenda e deixe ir. Não há mais como mentir para si mesmo, não há possibilidade de enganos e subterfúgios.

Haverá uma recompensa, o que não significa que ela será agradável. Vai depender do que você tem feito.











segunda-feira, 1 de julho de 2019

Como Escolher Um Baralho?

tradicional: Marselha

Gostaria de falar sobre a importância de se escolher um bom baralho de Tarôt. Quando comecei o meu curso, comprei uma porção deles, deslumbrada que estava com o meu novo caminho! Me adaptei muito bem com alguns, e nem tanto com outros. 

Waite: um tarôt simpático e fácil

Por exemplo: as cartas do Tarôt de Rider Waite, apesar de não serem assim tão bonitas, conversam comigo em uma linguagem totalmente natural e tranquila. Quando passei os olhos pelos arcanos menores pela primeira vez, olhando as figuras com atenção, tentei interpretá-las eu mesma sem checar o livro onde estavam os significados: para minha surpresa, acertei mais de setenta por cento! É um baralho muito intuitivo e por isso, excelente para quem está começando. Nem preciso dizer qual é o baralho que eu mais uso!

Sforza: Os arcanos menores são de difícil interpretação...

Gostei muito também da arte dos arcanos maiores do The Golden Tarot, de Visconti-Sforza, embora os arcanos menores sejam bem difíceis de serem interpretados. As cartas também são bem grandes, o que dificulta bastante embaralhá-las, e o tarô vem em uma caixa maravilhosa. Importado, lindíssimo e caríssimo, pode ser facilmente encontrado em sites como a Amazon. 


Gilded: belíssimo!

Outro deck do qual gosto muito, é o The Gilded tarot, de Ciro Marchetti, também importado, mas não tão caro quanto o de Visconti-Sforza. As cartas são belíssimas, as figuras são intuitivas e confortáveis ao interpretá-la e o deck também vem acondicionado em uma bela caixa. Também comprei-o na Amazon.

Essential: fofo!


Um outro deck que eu adorei, embora seja bastante mais simples que os acima mencionados, é o The Essential Tarot. Ilustradas por Mary-Hanson-Roberts, as cartas são pequenas e de fácil manipulação, mas a qualidade destas não é assim nenhuma Brastemp... mas é excelente para levar na bolsa, muito prático e intuitivo - e nada caro.

Mitológico: diferentão!

Tenho o Tarô Mitológico de Juliet Sharman-Burke e Liz Greene. Minha versão é a mais econômica, brasileira. As cartas são bonitas e de boa qualidade, mas a interpretação das mesmas difere um pouco  dos tarôs tradicionais, pois as 78 lâminas têm como personagens criaturas da Mitologia Grega. Porém, se estudarmos bastante, poderemos usá-las com conforto, pois as figuras são também intuitivas.

Illuminati: Tãão lindo!!!


O tarôt Illuminati, de Kim Huggens e Erik Dunne, é lindíssimo, e as cartas, muito claras também. Os arcanos menores falam com a gente, pois as figuras são bastante óbvias, ao meu ver. Lindo de viver, um dos meus preferidos.

Renascentista: Belo!!!


Já o Tarôt Renascentista, de Giovanni Vacchetta, apesar de trazer figuras lindíssimas, não é para principiantes. a não ser que você utilize apenas os Arcanos Maiores. Os arcanos menores são muito difíceis de interpretar, pois as figuras não dão nenhuma dica sobre o seu significado. Só uso para leituras rápidas feitas com os Arcanos Maiores.

Marselha: o mais tradicional

O Tarôt de Marselha, de Carlos Godo, foi o meu primeiro. É o mais tradicional de todos, o que pode fazer você pensar que ele seja o de mais fácil interpretação. Só que não. Como o Renascentista e o Visconti, os arcanos menores são ininteligíveis. Só memorizando mesmo os significados de todas as 56 cartas, o que para mim não é nada fácil.

3D: Fantástico!!! Pena que aqui não dá para ver as figuras se movendo

Tenho o Tarôt 3D. Lindo! Sem dúvida, o mais maravilhoso de todos eles! As cartas são plásticas, grandes e resistentes, parecem literalmente saltarem aos olhos e as figuras, dão a impressão de se movimentarem! Porém, ele não tem os Arcanos menores. Dá para fazer leituras, mas como as cartas são muito grandes (como as de Visconti-Sforzza), se for fazer uma mandala astrológica, você vai precisar de uma mesa beeeem grande... mas vale ter um tarôt lindíssimo - e caríssimo - desses.

Crowley: Não me adaptei...

Já tive, lá nos primórdios dos meus primeiros contatos com o tarô, um baralho de Crowley. Ainda tenho o livro, mas joguei as cartas fora. Não gostava da energia delas! Sempre que as usava, sentia como se alguma coisa pesada se aproximasse de mim. Ando pensando em readquirir um novo deck, só para tentar entender e quem sabe, desfazer aquela má impressão.

Existem centenas de decks diferentes. Acho que a melhor coisa, é pesquisar antes de comprar - a não ser que você seja uma colecionadora maluca como eu! No YouTube você encontrará reviews e unboxing de quase todos os modelos de decks, nos quais cada carta é mostrada. Assim, você poderá 'sentir' se conseguirá adaptar-se ao baralho. Use aqueles que mais tiverem a ver com você!




segunda-feira, 24 de junho de 2019

Arcano XVIIII - O SOL



Um dos meus arcanos prediletos, pois ele fala quase que simplesmente de coisas boas e positivas, a vez de O Sol chegou aqui no blog!

O Sol nos mostra crescimento, plenitude, reciprocidade, boas energias, alegrias partilhadas, facilidades, bons presságios, amizades leais, sucesso, clareza, iluminação espiritual... chegou a sua hora de brilhar! Tudo vai dar certo. Acredite.

O Sol é aquele que brilha todos os dias, escondendo-se ao final destes, mas sempre retornando quando chega a manhã. 




O Sol, segundo Crowley, é um "símbolo cuja obviedade dificulta maiores dissertações." Sem o sol, não há vida. O Sol rege o signo de Leão. Nele encontra-se o segredo do espírito. Excelente carta quando sai em qualquer tipo de consulta: amor, negócios, saúde, amizades. 




Ele mostra que materialmente tudo estará muito bem. Na vida familiar também, e nos negócios, no amor, nos estudos... Enfim: a energia do Sol é uma das mais puras e mais positivas do tarôt! Mas é claro, nem mesmo aquilo que parece perfeito o é, na verdade...

Sol demais queima. Luz demais cega. Sem um pouquinho de chuva, tudo seca e desaparece. Calor demais incomoda. E é por isso que o sol se põe todos os dias. 

Assim, este arcano também pode alertar contra o orgulho e o ego exagerados. Melhor ficar de olho em sua mensagem. Afinal, sempre é bom prevenir.



Na espiritualidade, O Sol pode dar um alerta àquelas pessoas que se acham demasiadamente sábias e iluminadas; quem se esquece de aprender, ou acha que já sabe tudo e pode guiar a todos, acaba caindo em seu próprio abismo de orgulho! Para que haja o Sol, é preciso que haja trevas. Um não existe sem o outro. É aconselhável vasculhar a escuridão também em nossos momentos de luz, para que não nos esqueçamos de que ela existe, e que guarda coisas ocultas - talvez traços da nossa personalidade que nos recusamos a encarar. 


Aproveite a sua boa sorte e o seu momento de brilhar! Siga em frente sem medos, confiando na sua intuição e na luz que o guia - mas não se esqueça de onde veio. Não se perca de quem você realmente é, nem se deixe levar pelo ego exagerado. 

Existem espíritos de luz que nos guiam em nossos caminhos, mas às vezes, quando tudo vai bem demais, nós nos esquecemos de ouvi-los. Perdidos em nosso mundinho perfeito, não olhamos em volta; não conseguimos enxergar as necessidades daqueles que não têm tanta sorte quanto nós.





Quando estamos 'por cima,' é mister que olhemos para os outros com compaixão e exercitemos a gratidão e a humildade. Desfrutar de nossos bens sozinhos é bem menos agradável do que desfrutá-los com as pessoas que amamos. partilhar do nosso conhecimento com humildade faz com que as pessoas se aproximem de nós, nos escutem e nos compreendam. Porém, impor a nossa verdade sobre os outros faz com que eles se afastem de nós. 




Sol é vida! Experimente sentar-se ao sol em um banco de praça, ou junto à natureza, ou em uma bela praia; sinta a energia dos raios solares sobre a pele, e deixe que ela o cure. Aproveite um belo entardecer, apreciando a magia de um céu com nuvens avermelhadas, mas evite olhar diretamente para o sol, ou poderá ficar cego.  

A beleza da vida deve ser apreciada sem moderação. Chegou o seu momento de brilhar e ser pleno. Mas lembre-se de que as outras pessoas também têm o seu brilho.